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Cateterismo uretral masculino - Vídeo de demonstração

Equipamento necessário

  • Cateter de Foley de látex ou silicone (calibre 14 French, para uso geral; em caso de hipertrofia da próstata, pode ser mais fácil de passar um calibre maior (16 French), devido à maior rigidez; tamanhos de 12 a 24 French podem ser necessários, dependendo da situação)

  • Campo cirúrgico estéril

  • Toalha de papel estéril (de preferência fenestrada)

  • Luvas estéreis

  • Avental de plástico

  • Pote estéril

  • Cuba rim

  • Seringa de 10 mL cheia com 10 mL de água estéril (NÃO soro fisiológico)

  • Gel anestésico lubrificante (por exemplo, gel de lidocaína) em uma seringa de 10 mL previamente cheia

  • Swabs e soro fisiológico (não clorexidina nem outras soluções de limpeza, pois podem ser irritantes para a pele).

Contraindicações

Não realize cateterismo uretral após um trauma pélvico, sobretudo se houver suspeita de lesão uretral que pode ocorrer após uma fratura pélvica, por exemplo. Em pacientes com lesão uretral, há risco de que o cateter passe diretamente pela uretra e atinja os tecidos circundantes. Nesses pacientes, antes de proceder com o cateterismo, providencie mais exames de imagem da uretra.

Se não for possível inserir o cateter uretral em duas ou mais ocasiões, procure um médico mais experiente para obter assistência. Pode ser necessário usar um cateter de ponta Coude curva, um cateter menor ou maior ou um cateter de irrigação de três vias.

Se o paciente tiver capacidade e se recusar ao cateterismo uretral após conversas e entendimento suficientes, não execute o procedimento contra a vontade dele.

Fimose, hipospádia e deformidades penianas podem dificultar o cateterismo uretral, mas não representam contraindicações.

Indicações

  • Retenção aguda de urina

  • Coleta urinária perioperatória

  • Medição precisa do débito urinário em pessoas aguda ou gravemente enfermas

  • Reinserção de cateter urinário por longo prazo

  • Aumento da próstata com obstrução crônica da bexiga

  • Irrigação ou instilação da bexiga.

Pacientes com incontinência urinária e imobilidade podem necessitar de cateterismo, mas estas não são indicações óbvias. Cabe aos médicos ponderar o risco de infecção contra a conveniência do cateter.

Complicações

  • Falha no cateterismo: procure ajuda de um médico mais experiente

  • Infecção do trato urinário: remova o cateter e administre antibióticos de acordo com a política local

  • Sangramento: pequenos sangramentos são comuns e, geralmente, cessam de forma espontânea; no caso de hemorragia uretral mais significativa, procure orientação de um médico mais experiente

  • Criação de uma passagem falsa: o cateterismo forçado pode levar à formação de passagens com terminações cegas, o que dificulta cada vez mais o cateterismo da uretra e gera hemorragia traumática; sempre evite o uso de força durante o cateterismo

  • Cateter obstruído: pode decorrer de coágulos ou outros detritos. A aspiração ou lavagem do cateter com água estéril pode desobstruir o lúmen; no entanto, pode ser necessário reposicioná-lo. O paciente pode precisar de irrigação com um cateter de três vias se ocorrerem hematúria e retenção de coágulos.

Pós-tratamento

Documentação:

Documente claramente a obtenção do consentimento do paciente. Além disso, documente o volume de água estéril gotejado no balão e o volume residual de urina. É aconselhável documentar a cor e a qualidade da urina produzida e se houve alguma complicação durante o procedimento.

Bolsa do cateter:

Depois de posicionar corretamente o cateter, certifique-se de que a drenagem esteja sendo realizada de forma adequada e que tenha sido acoplado o tipo correto de bolsa coletora de urina.

  • Pode ser necessário o uso de um urinômetro para medir com precisão o volume de urina por hora

  • Acessórios para prender a bolsa à perna estão disponíveis para pacientes deambulantes.

Remoção:

Uma vez que o paciente não necessite mais do cateter, remova-o assim que possível para prevenir infecção. Esvazie o balão antes de remover o cateter.